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11月28日 A Ordem das Cabeças PensantesCabeças Pensantes atentem e vigiem
O melhor do Brasil em exposição no Festival Cinema Brasileiro
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- --Pois é... pobre Justiça Brasileira.
--Mais muito mais, eternamente-.
Cabeças Pensantes atentem e vigiem A Agua
Recebi esta informação de uma colaboradora, Rosa Blu e, por considera-la util, peço licença aos senhores para reproduzir.
Beba água com estômago vazio.
Hoje é muito popular no Japão beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido.
Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças:
Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarréia, diabetes, hemorróidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.
Método de tratamento:
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber dois copos de água.
2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.
4. Depois do lanche, almoço e jantar não se devem comer ou beber nada durante 2 horas.
5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber dois copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.
6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutarem de uma vida mais saudável.
A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Obstipação - 10 dias
5. Câncer - 180 dias
6. Tuberculose - 90 dias
7. Os doentes com artrite devem continuar os tratamentos por apenas três dias na primeira semana e, desde há segunda semana, diariamente.
Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.
É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e da energia.
Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.
Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar ...!
Para quem gosta de beber água fria.
Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.
Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrintestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.
É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.
Nota muito grave - perigoso para o coração:
As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.
Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco. Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns.
60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo.
Sejamos cuidadosos e vigilantes.
Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência ...
Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, podem ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.
Ser um verdadeiro amigo é enviar este artigo para todos os seus amigos e
conhecidos.
---Mais, muito mais, eternamnte-.
A Ordem das Cabeças Pensantes
Cabeças Pensantes atentem e vigiem Os Amigos
Recebi do Caro amigo Mario Wilson Fortes esse e-mail. Peço licença para compartilhar com todos vocês.

data
16 de novembro de 2009 12:36
assunto
FW: oi amigoal, vc é especial sim
Vamos ver se eu tenho amigos de verdade!!!!!!!!!!!!!!
Quero de volta, hein!!!
Isso é um teste de AMIGO.
Mande essa mensagem para todos os amigos que você gosta muito.
Se você receber de volta, você realmente vai saber quem são seus
amigos.
CONFIRA SEUS PONTOS:
00 pessoa - Cara, você é um zé mané!!
01 pessoa - Você não é sozinha (o) no mundo...
05 pessoas - É! Alguém te ama...
10 pessoas - As pessoas REALMENTE GOSTÃO DE VC!!
20 pessoas - Você deve ser a pessoa mais contende deste universo!!
---Pois é…
---Mais, muito mais, eternamente-.
Cabeças Pensantes atentem e vigiem
Veneza sofre com o êxodo de seus habitantes
População da cidade italiana diminuiu dois terços desde 1950, passando de 180 mil para 60 mil
-Gondoleiros transportam caixão simbólico da morte de Veneza. Foto: Manuel Silvestri/Reuters-.
As difíceis condições de uma vida entre canais está deixando Veneza com cada vez menos habitantes, o que levou ao aumento do número de iniciativas para sensibilizar os que ainda residem na cidade italiana sobre seu despovoamento.
Em 21 de outubro, a população de Veneza ficou abaixo dos 60 mil habitantes. A população de Veneza diminuiu dois terços desde 1950, passando de 180 mil para 60 mil.
Neste sábado, o site "Venessia.com" promoveu o "Funeral de Veneza", no qual cerca de 300 manifestantes em gôndolas e barcos a remo chamaram a atenção para o problema, lançando mão inclusive de um caixão para simbolizar a morte da cidade.
"Há dois anos, instalamos um painel luminoso que mostrava a contagem regressiva dos residentes em Veneza e decidimos que, quando ficasse abaixo dos 60 mil, organizaríamos o funeral da cidade. Com menos que isso, Veneza não é mais uma cidade, é um pequeno povoado", explicou à Agência Efe Matteo Secchi, um dos promotores da iniciativa.
Os autênticos habitantes de Veneza são tão poucos que um grupo de estudiosos do Worcester Polytechnic Institute, sediado nos Estados Unidos, aproveitou o protesto para recolher amostras da saliva dos venezianos de pelo menos três gerações e, assim, conservar seu DNA.
Ao final do protesto, o caixão foi colocado em frente à sede da Prefeitura de Veneza, o palácio Cà Farsetti, onde foi feita uma oração fúnebre pela cidade em dialeto veneziano.
Com esta provocação, os cidadãos de Veneza querem sensibilizar a opinião pública sobre as dificuldades enfrentadas diariamente pelos venezianos e a falta de apoio das instituições políticas.
Os moradores da cidade lutam com problemas como a presença de ratos, os pombos, os preços excessivamente altos, o acúmulo de lixo e a invasão de turistas.
Muitas casas venezianas são invadidas por ratos que, com a alta da maré, entram nas casas pelo encanamento. Porém, a maré baixa é ainda pior, já que os canais secam, o que provoca um mau cheiro insuportável.
Secchi diz que os preços da habitação em Veneza são muito caros, o que leva os jovens a morar em cidades próximas. Além disso, vender um imóvel na cidade é muito rentável, levando os habitantes a oferecer suas casas para a construção de hotéis.
Para evitar que o êxodo continue, os poucos que ficam pedem aos políticos medidas para frear a saída dos residentes como a interrupção imediata da abertura de hotéis em Veneza, incentivos fiscais aos proprietários de casas que aluguem seus imóveis para venezianos e auxílio para a compra de casas populares, para aqueles que deixaram Veneza possam retornar.
Com o Funeral, seus organizadores esperam que as pessoas voltem a viver na cidade antes que se transforme em um mero destino turístico, quase como um parque temático da arte e da cultura.
Durante o protesto, houve um recolhimento de assinaturas dirigido a todos os que quiseram "se tornar um veneziano".
Afinal de contas, acrescenta Secchi, "Veneza é a cidade do futuro. Não há carros, toda a área é para pedestres e se respira paz e tranquilidade", tudo o que as grandes cidades desejam.
---Pois é; em outros lugares, o êxodo é provocado por terremotos, conflitos beligerantes, pobreza, regimes truculentos, invasões estrangeiras, disputa de territórios por “poderes paralelo” e, principalmente, Balas assassinas.
---Mais, muito mais, eternamente-
Cabeças Pensantes atentem e vigiem O Universo.
O Progresso exige que a individualidade se desenvolva.
A medicriocudade busca perpetuar-se na uniformidade.
Assim caminha a Humanidade.
---Mais, muito mais, eternamente-.
A Ordem das Cabeças Pensantes
Cabeças pensantes atentem e vigiem Porque me Ufano.
Apesar de transcorridos quase 100 dias, ainda não consegui por em ordem meus documentos em minha nova residência na cidade de São Paulo.
O meu maior tormento é ter que depender dos serviços Técnicos – telefônico, Internet banda larga (Speedy) e, atendimento do suporte técnico, oferecidos pela empresa Telefônica.
Por razões profissionais, estou morando numa área afastada do grande centro da cidade de São Paulo, uns -30 quilômetros-, graças a Deus. Porém, o sossego, a paz reinante, característica desse lugar, não são suficientes para amenizar os desgaste físico e intelectual na interação com essa empresa.
Hoje sexta feira 13, (ops) finalmente após 10 dias sem poder usar Internet o sistema voltou a funcionar. Vamos torcer para que continue assim.
Afora isso, ainda abrindo caixas, onde estão guardados livros, documentos, anotações.
As vezes sou surpreendido, ora, por fatos expressivos que marcaram momentos felizes em minha carreira profissional, em outros, a importância deles ainda no presente, relevante por serem partes de um processo evolutivo.
Alguns deles, me levam de volta ao século passado, através de fotos o reencontro de queridos amigos. Na memória momentos felizes e, grandes realizações.
O Tempo o Fato o Homem o Espaço...Vago.
03 /04 / de 1967. Eu na camera da direita ao lado Ademar Guerra. O outro cameraman, o querido saudoso Renato Petrawska, em cena Leina Crespi e outros que não me lembro de seus nomes.
10 /04/ de 1967. jornal Ultima hora de São Paulo Coluna de Walter Negrão.
15/05/1978. Jornal Folha da Tarde.SP
---Mais, muito mais, eternamente-.
Cabeças Pensantes atentem e vigiem A Inversão de valores
MST denuncia PM, Judiciário, mídia e Congresso para comissão da OEA
Agência Brasil
BRASÍLIA - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denunciou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), o que considera ser um processo de repressão e criminalização da luta dos trabalhadores rurais pela reforma agrária no país.
A denúncia foi apresentada quinta-feira pelo integrante da coordenação nacional do MST João Paulo Rodrigues, em audiência realizada em Washington, em parceria com o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e com a Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Em seu pronunciamento, Rodrigues acusou as polícias militares estaduais, setores do Judiciário, meios de comunicação e o Congresso de perseguição aos trabalhadores rurais que lutam pela reforma agrária. O Legislativo, segundo ele, age contra o movimento dos sem-terra principalmente por meio da bancada ruralista em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), "um espaço ideológico, que pretende paralisar a reforma agrária e desgastar o MST, acusado de violência até terrorismo", afirmou.
A CPI instalada no mês passado para investigar o repasse de recursos ao MST é a terceira envolvendo o movimento nos últimos quatro anos. Segundo Rodrigues, esta última foi criada como forma de represália ao anúncio do governo federal de atualizar os índices de produtividade.
O Judiciário foi acusado de ter "uma relação promíscua com as elites locais e com o latifúndio", além de se posicionar contra a reforma agrária e também fazer perseguição com o apoio do Ministério Público. O integrante do MST disse ainda que os "meios de comunicação da burguesia" são parciais e fazem campanha contra as lutas sociais.
Ao fim de sua fala, Rodrigues disse que "é importante a comunidade internacional de direitos humanos acompanhar de perto a situação política que estamos vivendo no Brasil".
Procurada pela Agência Brasil, a Procuradoria-Geral da República informou que "o Ministério Público Federal não é contra movimento social de qualquer natureza e que suas ações são fruto de investigação de irregularidades que chegam ao órgão".
---Pois é; o bando de terroristas, anarquistas, que comanda arruaças, invasões as propriedades privada, e instituições federais, provocam depredações do imobiliário público e, privado, agridem e ferem pessoas e contam com a leniência de alguns setores dos poderes constituídos buscam agora, através de seus parceiros do exterior, apoio maior para poder obter respaldo e opiniões favoráveis na comunidade internacional.
---Eu estava conversando com alguns amigos, e uma pergunta era quase unanime; como pode um bando sem nenhum registro de sociedade, sem ser uma ONG, uma organização legitimada, reconhecida juridicamente, e etc e tal, cometerem tantos crimes, distúrbios a ordem estabelecida, usando como justificativa para esses atentados a luta pelo bem social, por uma “reforma Agrária”.
A ocupação da Amazônia –quase concluída- pelos invasores identificados-, agora espera, o que resta dela, por uma “legitimação” desse movimento para que os desejos exteriores sejam satisfeitos.
Eu poderia ilustrar os fatos mencionados com fotos e vídeos, mas penso que seria redundância de minha parte.
-Mais,muito mais, eternamente-.
Cabeças Pensantes atentem e vigiem
Rir é melhor II
FUNERAL DO CARDIOLOGISTA
Um cardiologista muito conhecido morreu.Seu
funeral foi muito pomposo e muitos dos seus colegas médicos compareceram.
Durante o velório, um enorme 'coração', feito com rosas vermelhas,
permaneceu atrás do caixão.Após as últimas palavras do padre, o
'coração' se abriu e o caixão entrou automaticamente no enorme
'coração', indo direto para o crematório,emocionando todos os
presentes.O 'coração' então se fechou, levando no seu interior o
famoso médico para SEMPRE. Um dos presentes explodiu na gargalhada, causando
surpresa eindignação. Questionado por que ria, ele explicou:Desculpem-me, por
favor, desculpem-me. É que eu estava pensando como seria meu próprio funeral...
sou GINECOLOGISTA.
Nesse momento, o Proctologista desmaiou
-Mais, muito mais, eternamente-.
Cabeças Pensantes atentem e vigiem
Rir é melhor.
Funcionário de uma agência funerária está trabalhando de noite, para examinar corpos antes deles serem sepultados ou cremados. Examina um corpo, identificado como Senhor Chagas, que está para ser cremado e descobre que o defunto tem o maior pênis que ele alguma vez viu.
- Desculpe Senhor Chagas - pensa o funcionário - mas não posso mandá-lo para o crematório com essa coisa enorme. Ela tem que ser conservada para a posteridade.
Com um bisturi, remove o pênis do morto, guarda-o num frasco e vai para casa. A primeira pessoa a quem ele mostra a monstruosidade é à sua mulher.
- Tenho algo inacreditável para te mostrar querida, nem vais acreditar!
Depois, abre o frasco e ao ver o conteúdo, a mulher grita, estarrecida:
- Oh meu Deus, o Chagas morreu!...
Moral da estória: NÃO LEVE TRABALHO PARA CASA!
----Pois é…….rsk.. rsk
Bom fim de semana para todos.
-Mais, muito mais, eternamente-.
Cabeças Pensantes atentem e vigiem
Alice no pais das maravilhas
Em momento que o país através de seus poderes constituídos sofrem processos de enfretamentos, desafios e, tentativas de desestabilização da Ordem e da Democracia, o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ministro Sr Gilmar Mendes, revela para a Nação que o país tem Leis e Leis devem ser aplicadas.
Ao tomar conhecimento fiquei estupefato. A revelação do óbvio ululante.
Depois de passar um longo período, -antes eram os oprimidos, agora, grande parte da nossa sociedade, não tem voz e tão pouco, representantes para se fazer presente dentro desse atual processo histórico.
A única voz em passado recente, que se fez ouvir, foi a do general Augusto Heleno de Freitas quando na ocasião do julgamento da demarcações das áreas das Tis em Raposa Serra do sol, defendendo a nossa Soberania dos perigos existentes em nossas fronteiras.
Na ocasião pensei; ainda há vida inteligente fora da “bolha Trotskista e companhia Ltda.” Porém, esse brilhante momento tornou-se a seguir em ilusório e pífio ensaio Democrático. –Seus pares estão acomodados, aparentemente fora do processo vigente-.
Assim, como sempre acontece, fica sob a responsabilidade da Mídia –todos os órgãos de informações-, que não participam desse complô contra o processo Democrático, a responsabilidade, de revelar, denunciar, atos e fatos ilícitos obscuros.
Com sua voz quase rouca- sentido figurado-, mas atuante, é a única a lutar em defesa da manutenção dos princípios democráticos, apesar de sofrer e resistir, as insídias e violências, –Maracutaias para fechamentos de empresas jornalísticas, impor sob jugo de liminares a Censura para proteger amizades, ameaças de prisão a jornalista, e em casos extremados, a execução sumária, tudo praticado abertamente sob o arrepio da lei. –com minúscula-
E as Leis? Elas existem? Será que agora serão aplicadas depois desta “brilhante” descoberta?
Os: O jornal Estado de São Paulo Vítima dessa Truculência publicou artigo que eu acho muito pertinente para o momento. Peço licença para reproduzir.
-Mais, muito mais, eternamente-.
SÃO PAULO - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, advertiu nesta segunda-feira para a responsabilidade do Judiciário, do Ministério Público (MP) e do governo sobre as ações agressivas de sem-terra no País.
"A lei manda que o governo suste os subsídios para entidades que promovem invasões e violências", declarou o ministro, após a abertura do I Congresso Nacional de Direito Agrário, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
O ministro disse que "não se trata de criminalizar o movimento agrário ou movimentos sociais". Segundo ele, é uma questão de "aplicar a lei de forma normal". "Se houve prática de crime de qualquer um dos lados envolvidos nesse tipo de conflito, deve haver a resposta adequada do Estado de Direito", afirmou o presidente do STF.
O ministro defendeu prioridade para os processos relativos às desapropriações. Lembrou que o próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem manifestado insatisfação com relação à demora excessiva na decisão da imissão prévia na posse de terras. Ele disse que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acompanha diretamente todos os casos de invasões que têm provocado lesões corporais e mortes no campo. "Estamos pedindo prioridade nos julgamentos sobre esses graves conflitos agrários."
"Que o Estado de Direito esteja presente", conclamou o presidente do Supremo. "Que as regras básicas do Direito sejam observadas, que os conflitos sejam balizados por regras do Direito e não por decisões voluntárias no interesse de um ou de outro lado."
Legislação
O ministro disse que o País não precisa de novas leis para o campo. "Temos leis suficientes sobre a matéria, tanto na esfera da responsabilidade civil como na esfera administrativa e eventualmente no âmbito da responsabilidade criminal. O que é preciso é que essas leis sejam devidamente aplicadas pelos segmentos incumbidos de fazer esta aplicação", disse Mendes.
O presidente do STF fez uma análise sobre a ação de movimentos sociais no campo. "Dependendo do momento econômico vivido, pode haver maior ou menor demanda de espaços, especialmente na área rural. Sabemos disso. Agora que a economia retoma o seu desenvolvimento normal, diminui essa presença das pessoas nesses movimentos e a busca da terra." Ele reiterou que "ato criminosos praticado por qualquer pessoa deve ser tratado como crime".
CPI do MST é aposta no conflito, diz líder governista
Assinam o documento personalidades como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo e Emir Sader
Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Intelectuais do Brasil e do exterior divulgaram nesta sexta-feira, 23, um manifesto em defesa dos Movimento dos Sem-Terra (MST) e contra a CPI criada nesta semana para investigar supostas irregularidades na repasse de verbas públicas para a organização. De acordo com o documento, está em curso no Brasil "um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST". No fundo, diz o texto, "prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira".
Entre os signatários do manifesto aparecem os escritores Eduardo Galeano, do Uruguai, e Luiz Fernando Veríssimo. Também estão na lista o crítico literário e professor aposentado Antonio Candido, o cientista político Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes. Até o final da tarde de desta sexta-feira, cerca de cem pessoas já haviam assinado o manifesto, que está circulando por diversos países. Em Portugal ele ganhou a adesão do sociólogo Boaventura de Souza Santos, um dos ideólogos do Fórum Social Mundial.
O manifesto critica a cobertura dada pela mídia à destruição de um laranjal da empresa Cutrale por militantes do MST, semanas atrás, no interior de São Paulo. "A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo. Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça", diz o texto. E mais adiante acrescenta: "Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários, desejando produzir alimentos."
O manifesto foi redigido por um grupo de apoiadores do MST no Rio. Quando começou a circular ganhou rapidamente adesões em universidades brasileiras e do exterior. Segundo o sociólogo Ricardo Antunes, da Unicamp, um dos signatários do documento, o MST é respeitado internacionalmente como um dos movimentos sociais mais importantes do mundo. "É inaceitável a iniciativa de criminalizá-lo e empurrá-lo para a clandestinidade", disse ele ao Estado. "É inaceitável também que este Congresso, que chegou ao fundo do poço e cujo presidente tenta cercear o trabalho da imprensa, impedindo a divulgação de informações sobre sua família, se julgue no direito de policiar e tentar sufocar o movimento."
O texto endossa a tese defendida pela liderança do MST de que o principal objetivo da CPI é tirar do foco o debate sobre a revisão dos índices de produtividade no País, que estão em vigor desde 1975. "A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim disponível para a reforma agrária."
Leia a íntegra do manifesto
Manifesto em defesa do MST
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola - cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 - e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário é deslocado dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira.
Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
Assinam esse documento:
Eduardo Galeano - Uruguai
István Mészáros - Inglaterra
Ana Esther Ceceña - México
Boaventura de Souza Santos - Portugal
Daniel Bensaid - França
Isabel Monal - Cuba
Michael Lowy - França
Claudia Korol - Argentina
Carlos Juliá - Argentina
Miguel Urbano Rodrigues - Portugal
Carlos Aguilar - Costa Rica
Ricardo Gimenez - Chile
Pedro Franco - República Dominicana
Brasil:
Antonio Candido
Ana Clara Ribeiro
Anita Leocadia Prestes
Andressa Caldas
André Vianna Dantas
André Campos Búrigo
Augusto César
Carlos Nelson Coutinho
Carlos Walter Porto-Gonçalves
Carlos Alberto Duarte
Carlos A. Barão
Cátia Guimarães
Cecília Rebouças Coimbra
Ciro Correia
Chico Alencar
Claudia Trindade
Claudia Santiago
Chico de Oliveira
Demian Bezerra de Melo
Emir Sader
Elias Santos
Eurelino Coelho
Eleuterio Prado
Fernando Vieira Velloso
Gaudêncio Frigotto
Gilberto Maringoni
Gilcilene Barão
Irene Seigle
Ivana Jinkings
Ivan Pinheiro
José Paulo Netto
Leandro Konder
Luis Fernando Veríssimo
Luiz Bassegio
Luis Acosta
Lucia Maria Wanderley Neves
Marcelo Badaró Mattos
Marcelo Freixo
Marilda Iamamoto
Mariléa Venancio Porfirio
Mauro Luis Iasi
Maurício Vieira Martins
Otília Fiori Arantes
Paulo Arantes
Paulo Nakatani
Plínio de Arruda Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio Filho
Renake Neves
Reinaldo A. Carcanholo
Ricardo Antunes
Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira
Roberto Leher
Sara Granemann
Sandra Carvalho
Sergio Romagnolo
Sheila Jacob
Virgínia Fontes
Denis Lerrer Rosenfield
É de estarrecer a reação de nossas autoridades diante da destruição operada pelo MST quando da invasão do laranjal da Cutrale. Aparentemente, as nossas autoridades condenaram o ocorrido, utilizando expressões do seguinte tipo: "não vou admitir vandalismos", "excessos" são condenados, "a lei" deve ser respeitada. Alguns defensores mais afoitos chegaram a dizer que o MST jamais utiliza "violência" em suas ações. É como se tudo estivesse normal, tratando-se de um acidente de percurso. É como se o rio tivesse saído momentaneamente de seu curso, tendo depois voltado ao normal. Na verdade, vivenciamos um inacreditável surto de hipocrisia.
'Estamos pedindo prioridade nos julgamentos sobre esses graves conflitos agrários', declarou presidente do STF
SÃO PAULO - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, advertiu nesta segunda-feira para a responsabilidade do Judiciário, do Ministério Público (MP) e do governo sobre as ações agressivas de sem-terra no País. "A lei manda que o governo suste os subsídios para entidades que promovem invasões e violências", declarou o ministro, após a abertura do I Congresso Nacional de Direito Agrário, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
O ministro disse que "não se trata de criminalizar o movimento agrário ou movimentos sociais". Segundo ele, é uma questão de "aplicar a lei de forma normal".
"Se houve prática de crime de qualquer um dos lados envolvidos nesse tipo de conflito, deve haver a resposta adequada do Estado de Direito", assinalou o presidente do STF.
O ministro defendeu prioridade para os processos relativos às desapropriações. Lembrou que o próprio Incra tem manifestado insatisfação com relação à demora excessiva na decisão da imissão prévia na posse de terras. Ele destacou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está acompanhando diretamente todos os casos de invasões que têm provocado lesões corporais e mortes no campo. "Estamos pedindo prioridade nos julgamentos sobre esses graves conflitos agrários", declarou.
"Que o Estado de Direito esteja presente", conclamou o presidente do Supremo. "Que as regras básicas do Direito sejam observadas, que os conflitos sejam balizados por regras do Direito e não por decisões voluntárias no interesse de um ou de outro lado."
O ministro disse que o País não precisa de novas leis para o campo. "Temos leis suficientes sobre a matéria, tanto na esfera da responsabilidade civil como na esfera administrativa e eventualmente no âmbito da responsabilidade criminal. O que é preciso é que essas leis sejam devidamente aplicadas pelos segmentos incumbidos de fazer esta aplicação."
O presidente do STF fez uma análise sobre a ação de movimentos sociais no campo. "Dependendo do momento econômico vivido, pode haver maior ou menor demanda de espaços, especialmente na área rural. Sabemos disso. Agora que a economia retoma o seu desenvolvimento normal, diminui essa presença das pessoas nesses movimentos e a busca da terra." Ele reiterou que "atos criminosos praticados por qualquer pessoa devem ser tratados como crime".
---- Intelectuais fazem manifesto contra CPI do MST
Excesso ou regra?
Esse movimento dito social, na verdade uma organização política de corte leninista, teve de recuar, dada a repercussão midiática de seus atos, transmitidos pelo Jornal Nacional da Rede Globo. Ficou imobilizado pela condenação recebida. Procurou, então, responsabilizar a "direita", o "governo estadual" (leia-se Serra), os "meios de comunicação", os "ruralistas", os "policiais" e assim por diante - chegou a falar de indivíduos infiltrados... Só faltou inventar uma invasão de marcianos com o objetivo de "criminalizar os movimentos sociais".
A questão central reside em que se trata do modo de atuação "normal" do MST. Ele não cometeu nenhum excesso, fez meramente aquilo que sempre faz. Essa é a regra mesma de sua atuação. A única diferença consiste na filmagem, no eco imediato e numa opinião pública que não mais pactua com invasões. As invasões estão mostrando a sua verdadeira cara, que é não pacífica. Refresquemos a nossa memória ou tomemos conhecimento de alguns fatos, embora tardiamente. O importante, em todo caso, é que comecemos a ver o que se escancara diante de nossos olhos.
A Fazenda Coqueiros, no Rio Grande do Sul, altamente produtiva, tendo sido esse fato reconhecido pelo próprio Incra e pela Ouvidoria Agrária Nacional, de 2004 a 2008 foi objeto de ataques sistemáticos. Para se ter uma ideia do que lá aconteceu, apresento uma lista dos danos causados: 2 caminhões incendiados, 200 bovinos abatidos a tiros, 100 desaparecidos, uma serraria totalmente queimada e destruída, 1 usina hidrelétrica no valor de R$ 1 milhão completamente depredada, 11 casas incendiadas, 150 hectares de soja e 50 hectares de milho queimados, plantadoras depredadas, 2 tratores danificados com dinamite, máquinas colheitadeiras sabotadas com espigões de ferro, mais de 200 quilômetros de cercas depredadas, funcionários ameaçados, pontilhões queimados. Não há uma semelhança com a Cutrale? Trata-se, certamente, de uma amostra das "invasões pacíficas" do MST! Dá vontade de rir, não fosse trágico.
Segundo documento do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em abril de 2008 a Fazenda Southall, em São Gabriel, foi invadida por 850 integrantes do MST. Eis o resultado de mais uma ação "pacífica" dessa organização política em nome da "reforma agrária": cercas arrancadas, corte de mata nativa, a área invadida foi cercada com lanças infectadas de fezes humanas (uso, portanto, de uma tática de guerrilha), trincheiras, destruição da sede. Continuo: os bretes da propriedade foram inutilizados, impedindo o banho e a vacinação dos animais, morte de 46 bovinos de aprimoramento genético, crueldade com animais, privando-os de alimentos e água. Foram apreendidos os seguintes "objetos": 9 coquetéis Molotov, 81 foices, 16 facões, 32 facas, 20 estilingues, 4 machados, 70 bastões de madeira, 28 taquaras do "tipo lanças" e 15 foguetes. Claro que se trata, segundo o MST, de "instrumentos" de trabalho! A pergunta é: de qual tipo de trabalho? O das invasões?
O horto da Aracruz, em Barra do Ribeiro (RS), foi invadido em 2006, tendo obtido ampla repercussão - e condenação - nacional. As invasoras foram 2 mil mulheres - encapuzadas como bandidos que agem fora da lei -, apresentando-se como militantes da Via Campesina, braço internacional do MST. Também se falava de "vandalismo", embora, como sempre, o MST tenha "justificado" sua ação em supostos termos "ambientais" e "sociais". Relembremos a "regra" das invasões: 1 milhão de mudas prontas para o plantio de eucaliptos destruídas, 20 anos de pesquisas prejudicados, um laboratório depredado, empregados ameaçados, instalações destruídas, material genético perdido. Isso é chamado, na língua emessetista, de "ocupação pacífica"... E há quem acredite!
Agora mesmo, mulheres do MST e da Via Campesina, dos dias 18 a 25 de outubro, estiveram reunidas em Buenos Aires, no Congresso Mundial de Florestas, tendo como objetivo a "repulsa à expansão de projetos de monoculturas de árvores, celulose e papel". É novamente esse setor que se torna alvo dessas organizações políticas, procurando fazer passar a mensagem do politicamente correto com o intuito de estabelecer seus propósitos "socialistas", de "solidariedade humana", esse novo nome que serve como máscara de seus verdadeiros fins. O capitalismo é o alvo: "Em nome do lucro, esse tipo de desenvolvimento mantido pelo sistema capitalista patriarcal destrói a vida de homens e mulheres, assim como a vida dos demais seres." Novas invasões já estão sendo, portanto, anunciadas. Não deu certo midiaticamente com a Cutrale? Tentemos novamente com o setor de florestas plantadas, papel e celulose!
Parece que não aprendem. Ou melhor, não querem aprender, pois o seu objetivo consiste em inviabilizar o agronegócio e, de modo mais abrangente, o Estado de Direito.
A lei, para esse tipo de organização política, nada vale, sendo apenas um instrumento descartável. A democracia apenas lhe convém, porque lhe permite um amplo leque de ações. Conta com a leniência das autoridades e com a impunidade para continuar o seu caminho de abolição de uma sociedade baseada nas liberdades e na igualdade de oportunidades.
Em boa hora foi aprovada, pelo Congresso, a CPI do MST.
Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS. E-mail: denisrosenfield@terra.com.br
'Lei manda cortar subsídios para invasores', diz Gilmar Mendes
Cabeças Pensantes atentem e vigiem Lei n. 5.315/61
STJ
Todo aquele que participou de missões durante a Segunda Guerra é ex-combatente
Qualquer militar ou membro da Marinha Mercante que preencha requisitos da Lei n. 5.315/61 – referente aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial – e que tenha participado de missões diversas naquela época poderá ser chamado de ex-combatente, não importa se tenha ido para a linha de frente, na Itália, realizado operações de guarda e vigilância no litoral brasileiro ou viajado em navio pesqueiro em áreas de ataque submarino. A única condição exigida é que essa pessoa tenha realizado, ao menos, duas viagens em zonas de possíveis ataques. Tal entendimento foi mantido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante julgamento de dois recursos especiais.
O entendimento do STJ toma, como base, a Lei n. 5.698/71, que dispõe sobre as prestações devidas a ex-combatentes segurados da Previdência Social. E beneficiou a viúva de um militar, no Rio Grande do Norte, e um ex-integrante de navio pesqueiro, em Santa Catarina. Ambos passarão a receber da Previdência Social o pagamento de valores equivalentes à aposentadoria de um segundo-tenente das Forças Armadas, por terem conseguido o reconhecimento (no caso da viúva, reconhecimento do falecido marido, de quem é pensionista) de que se tratam de ex-combatentes.
Os recursos especiais foram interpostos ao tribunal, em separado, contra decisões dos tribunais regionais federais da 4ª Região (TRF-4) e da 5ª. Região (TRF-5). O primeiro tem como autora a União, que se insurgiu contra a decisão do TRF-5 que deu ganho de causa à viúva e, em consequência, determinado o pagamento de pensão especial de segundo-tenente cumulativamente com a pensão que já vinha sendo efetuada, mais juros moratórios. A União argumentou que, além de ser impossível desconsiderar a natureza previdenciária da pensão que já recebe a viúva, a decisão “promove dissídio jurisprudencial e afronta vários dispositivos da Lei n. 8.059/90” – referente à pensão especial devida aos ex-combatentes da Segunda Guerra e a seus dependentes.
Além disso, a União alegou que a certidão juntada aos autos pela autora comprovando a atuação do marido em operações bélicas na Itália não foi fornecida pelos órgãos militares competentes. Em seu voto, o relator do recurso no STJ, ministro Arnaldo Esteves de Lima, afirmou que não seria necessária uma documentação comprovando que o marido da viúva esteve na Itália para que ele seja considerado ex-combatente. O ministro deu parcial provimento ao recurso especial, mas apenas para reformar o acórdão do TRF-5 no concernente à fixação dos juros moratórios em 6% ao ano. De acordo com o ministro, a Lei n. 9.494/97, fixa juros nas ações ajuizadas contra a Fazenda Pública no patamar desse percentual.
Já em relação ao segundo recurso especial, o autor foi o cidadão Antonio Camilo Boaventura. Ele interpôs o recurso no STJ contra acórdão do TRF-4 que, em sede de embargos, confirmou acórdão anterior considerando improcedente seu pedido. Ex-integrante de navio pesqueiro, Antonio Boaventura afirmou que, durante a Segunda Guerra, participou de duas viagens em zona de possíveis ataques submarinos. O TRF-4 entendeu que a simples comprovação de que Camilo, como integrante de navio pesqueiro, teria participado de viagens nessas áreas não seria suficiente para caracterizar sua condição de ex-combatente.
O ministro Arnaldo Esteves Lima, também relator do segundo recurso, manteve o mesmo entendimento aplicado na apreciação do caso da viúva. O ministro deu provimento ao recurso para reformar o acórdão e, em consequência, condenou a União a implantar, em favor do autor, a pensão especial, bem como a pagar-lhe as parcelas vencidas a partir do ajuizamento da ação, acrescidas de correção monetária, juros de mora e honorários advocatícios.
-Fonte Diario de Notícias SP –STJ-
---Mais, muito mais, eternamente-.
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